Em 2007, o então arcebispo de Milwaukee Timothy Dolan, escondeu bens em fundo para cemitérios
Pedido ao Vaticano foi feito quando a arquidiocese se preparava para pedir falência em meio a dezenas de queixas de abuso sexual
MILWAUKEE, EUA — Quando era arcebispo de Milwaukee, em 2007, Timothy Dolan, atual cardeal de Nova York, pediu e recebeu permissão do Vaticano para transferir US$ 57 milhões para um fundo para cemitérios para garantir “uma melhor proteção” do dinheiro a ações judiciais, de acordo com documentos divulgados publicamente nesta segunda-feira.O pedido de Dolan foi feito quando a arquidiocese de Milwaukee se preparava para pedir falência em meio a dezenas de queixas de vítimas de abuso sexual por parte de membros do clero. Na carta de junho de 2007, escrita pelo então arcebispo de Milwaukee, Dolan afirma que ao transferir o dinheiro para o fundo, “garantiria uma melhor proteção dos bens de toda reclamação e responsabilidade legal”.
O documento e a resposta do Vaticano fazem parte de milhares de páginas de documentos que a arquidiocese revelou nesta segunda-feira, como parte de um acordo feito com as vítimas de abuso - que processaram a instituição religiosa por fraude.
As vítimas dizem que a arquidiocese transferiu para outras igrejas os padres acusados sem aviso prévio e que encobriu os crimes dos agressores por décadas. Seus advogados acusam a Dolan de esconder o dinheiro quando a Arquidiocese de Milwaukee planejava pedir falência.
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