Os 25 desembargadores mais antigos do Tribunal de Justiça do Rio julgaram ontem um processo de indenização que determinava ao Bradesco o pagamento de R$ 1,4 trilhão ao herdeiro de um correntista.
Por 17 votos a 3, o banco ganhou a causa, que se arrasta há 18 anos, e terá que pagar menos. Os advogados do correntista irão recorrer.
A disputa começou em agosto de 1994, pouco após o início do Plano Real. O aposentado da Varig Valter Vital Bandeira de Mello, 71, percebeu que R$ 4.505 desapareceram de sua conta.
Ele entrou com processo e o então juiz Edson Scisinio decidiu que o correntista deveria receber o valor corrigido pelos juros do cheque especial que o banco cobraria se o aposentado tivesse essa quantia em débito na conta.
Para calcular o valor, foi feita uma média com o que era cobrado de juros mensais do cheque especial. Em janeiro, chegou-se ao valor de R$ 1,4 trilhão. O banco, no entanto, diz que o valor é bem menor, cerca de R$ 17 mil, considerando apenas a inflação do período.
Ontem, os desembargadores entenderam que o banco deve pagar o que o correntista perdeu. Mas não com base no cálculo das taxas mensais do cheque especial. Um novo cálculo deverá ser feito.
Alex Argozino/Editoria de Arte/Folhapress
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"É surrealista que a conta bata à porta do trilhão. Esse processo deve ser tomado como exemplo para o banco. Que os juros aos clientes sejam cobrados com equidade e não para extorquir", afirmou o desembargador Cláudio de Mello Tavares.
Um dos três votos a favor do aposentado foi de Edson Scisinio, hoje desembargador, autor da sentença em primeira instância que chegou ao trilhão.
"Eles observaram a monstruosidade que se tornou este processo", disse o advogado do banco, Marcelo Fontes.
Bandeira de Mello morreu durante o processo, deixando a causa para o filho único, Guilherme. Recluso, ele vive do aluguel de imóveis no Rio.
"Ele vive assim por uma questão de segurança. Durante esse período, perdeu o pai e a mulher. O que ele quer é que a gente ganhe a causa", disse um dos advogados do aposentado, Luiz Gouveia.
Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/mercado/1147996-correntista-pede-indenizacao-de-r-14-trilhao-ao-bradesco.shtml
Caros leitores,
Como digo em minhas aulas, dois pesos e duas medidas.
É surrealista ou uma monstruosidade os juros cobrados pelos bancos, nas palavras do advogado do BRADESCO, quando voltado contra o próprio banco. Porém, cobram esses juros dos correntistas, milhares de vezes ao dia, sobre milhões de operações anuais. Isso explica porque o lucro líquido dos bancos atinge a casa das dezenas de BILHÕES de Reais. Não produzem, nem contribuem para exatamente nada. Lucram somente extorquindo pessoas menos avisadas que acabam caindo nas ardilosas arapucas armadas. Câncer de uma Nação, deveria ser extirpado.
Em tempo: o lucro dos bancos brasileiros é bem maior que a média dos bancos mundiais.
Prof. Daniel J. Machado, Ph.D.
Caso você tenha sofrido alguma experiência similar contra um banco, compartilhe conosco.
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